O Bahia ainda nem entrou em campo pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro, mas já tem um grande motivo para comemorar. O tropeço do São Paulo diante do Fluminense, na noite desta quinta-feira, confirmou matematicamente a classificação tricolor para a Libertadores de 2026.
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O clube baiano disputará a competição continental pelo segundo ano consecutivo — um feito inédito em sua história.
Classificação assegurada antes mesmo de jogar
Com 56 pontos e ocupando a sexta posição, o Bahia precisava apenas que o São Paulo — oitavo colocado, com 48 — não vencesse o duelo contra o Fluminense pela 36ª rodada.
A goleada no Maracanã garantiu exatamente o cenário necessário: o Esquadrão está, no mínimo, na fase prévia da Libertadores do ano que vem.
Agora, o objetivo é ainda maior. O time de Rogério Ceni mira uma vaga direta na fase de grupos, destinada atualmente aos cinco primeiros da tabela. O sexto colocado também pode herdar o benefício, dependendo do campeão da Copa do Brasil — Cruzeiro, Fluminense, Corinthians e Vasco seguem na disputa pelo título.
Melhor campanha da história nos pontos corridos
O Bahia vive um momento especial. A vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, no último domingo, garantiu oficialmente a melhor campanha do clube na era dos pontos corridos.
O feito se soma a outros dois recordes obtidos nesta temporada: melhor primeiro turno e melhor desempenho como mandante desde a adoção do formato em 2003.
Rogério Ceni, que assumiu o time sob desconfiança no início do ano, transformou o elenco em uma equipe competitiva, sólida e capaz de enfrentar de igual para igual os principais clubes do país.
Bahia e a história na Libertadores
O Esquadrão tem uma relação antiga — e não tão frequente — com o torneio continental. Em 1960, foi o primeiro clube brasileiro a disputar uma edição da Libertadores, após conquistar a Taça Brasil de 1959. Acabou eliminado na primeira fase pelo San Lorenzo: derrota por 3 a 0 na Argentina e vitória por 3 a 2 na Fonte Nova.
Em 1964, retornou ao torneio como vice-campeão brasileiro de 1963, mas novamente não conseguiu avançar, desta vez diante do Deportivo Italia, com empate por 0 a 0 e derrota por 2 a 1, ambos os jogos disputados na Venezuela.
A melhor campanha veio em 1989. O Bahia liderou seu grupo na primeira fase, eliminou o Universitario-PER nas oitavas e parou apenas nas quartas de final diante do Internacional. Perdeu por 1 a 0 no Beira-Rio e empatou sem gols em Salvador, encerrando uma das participações mais emblemáticas de sua história.
Retorno recente ao torneio continental
Em 2025, o Bahia voltou ao principal torneio da América do Sul após superar duas fases preliminares: goleou o The Strongest-BOL por 4 a 1 no agregado e eliminou o Boston River-URU por 1 a 0. Na fase de grupos, ficou em terceiro no Grupo F, com sete pontos.
O Esquadrão começou com força — somou sete pontos em nove possíveis — mas perdeu força na reta final. A derrota para o Nacional-URU na Fonte Nova, pela quarta rodada, mudou o rumo da campanha. Nas duas rodadas finais, caiu para Atlético Nacional e Inter fora de casa.
Foco agora é o G-5 (ou G-6)
De volta à Libertadores e embalado pelo melhor Brasileirão de sua história, o Bahia vira a chave e concentra esforços para garantir um lugar direto na fase de grupos. O próximo compromisso será justamente contra um desesperado Juventude, nesta sexta-feira, às 19h (de Brasília), no Alfredo Jaconi, em confronto decisivo para ambos os lados.
O Esquadrão vai a campo motivado, vivendo sua melhor fase em décadas e escrevendo um novo capítulo na história do futebol baiano.
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