A recusa de Cristiano Ronaldo em atuar em partidas da Liga Profissional Saudita como forma de protesto contra a condução da última janela de transferências teve resposta oficial da organização do campeonato.
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Em comunicado divulgado nesta semana e reproduzido pelo jornal Marca, da Espanha, a liga enviou um recado direto ao principal astro do futebol saudita: nenhuma decisão esportiva está acima da autonomia dos clubes, independentemente do peso midiático do jogador.
Segundo a entidade, a estrutura da competição é baseada na independência administrativa e esportiva de cada clube, mesmo com o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) exercendo papel central no financiamento de quatro das principais equipes do país.
Liga reconhece importância de CR7, mas impõe limites
No comunicado, a Liga Profissional Saudita reconhece a relevância e o comprometimento de Cristiano Ronaldo desde sua chegada ao Al-Nassr, destacando sua influência no crescimento e na visibilidade do campeonato. Ainda assim, estabelece um limite claro para a atuação do camisa 7 fora das quatro linhas.
“A Liga Profissional Saudita está estruturada em torno de um princípio simples: cada clube opera de forma independente, sob as mesmas regras. Os clubes têm seus próprios conselhos de administração, seus próprios executivos e sua própria gestão de futebol”, afirma o texto.
A entidade reforça que decisões relacionadas a contratações, gastos e planejamento esportivo cabem exclusivamente aos clubes, dentro de parâmetros financeiros criados para garantir sustentabilidade e equilíbrio competitivo.
“Cristiano tem se dedicado integralmente ao Al-Nassr e desempenhado um papel fundamental no crescimento e nas ambições do clube. Como qualquer jogador de elite, ele quer vencer. Mas nenhum indivíduo, por mais importante que seja, toma decisões que vão contra os interesses do seu próprio clube”, acrescenta a liga.
Investimentos distintos e equilíbrio competitivo
O comunicado também utiliza a atual configuração do mercado como exemplo da autonomia dos clubes. Segundo a liga, cada equipe adotou estratégias diferentes na última janela, dentro dos limites financeiros aprovados.
“As contratações recentes demonstram claramente essa independência. Um clube se fortaleceu de uma maneira específica. Outro optou por uma abordagem diferente. Essas foram decisões dos clubes”, diz o texto.
A entidade ainda destaca o equilíbrio da competição como prova de que o modelo está funcionando. Com poucos pontos separando os primeiros colocados, a disputa pelo título segue aberta, reforçando, segundo a liga, a credibilidade esportiva do campeonato.
Insatisfação de CR7 com o PIF motivou ausência
Cristiano Ronaldo não esteve entre os relacionados do Al-Nassr na última partida contra o Al-Riyadh, disputada na segunda-feira. De acordo com o jornal português A Bola, a ausência foi motivada por um desentendimento do jogador com a gestão do clube e, principalmente, com a atuação do PIF no mercado de transferências.
O camisa 7 estaria insatisfeito com a falta de investimentos no Al-Nassr, especialmente quando comparado a outros clubes também controlados pelo fundo. Apesar dos pedidos públicos do técnico Jorge Jesus por reforços, o clube contratou apenas o jovem meia Haydeer Abdulkareem, de 21 anos, na atual janela.
Diferença de tratamento e comparações com rivais
Outra queixa de Cristiano, segundo o noticiário europeu, diz respeito ao tratamento dado ao Al-Hilal, que também integra o portfólio do PIF. O rival de Riad foi mais agressivo no mercado, anunciando as contratações de Pablo Marí e Darwin Núñez, além de manter conversas avançadas para tentar a chegada de Karim Benzema, atualmente no Al-Ittihad.
A disparidade nos investimentos tem sido um dos principais pontos de atrito entre o craque português e a gestão esportiva do Al-Nassr.
O papel do PIF no futebol saudita
O Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita é um dos maiores fundos soberanos do mundo e tem como objetivo diversificar a economia do país e ampliar sua projeção internacional por meio de setores estratégicos, como o esporte.
Além de Al-Hilal, Al-Nassr, Al-Ittihad e Al-Ahli, o PIF também controla o NEOM e o Newcastle, da Inglaterra, além de investir em projetos de outras modalidades esportivas. Mesmo assim, a liga reforça que, dentro de campo, a autonomia dos clubes permanece como pilar central do campeonato.
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