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Por dentro da Copa: Lucas Tylty monta operação e alcança 1,7 bilhão de visualizações durante torneio

Foto: reprodução

Durante a Copa do Mundo de 2026, Lucas Tylty decidiu ir além do formato tradicional de comentários, análises e reações aos jogos. Em vez de acompanhar o torneio a distância, o criador de conteúdo montou uma estrutura para registrar a competição de dentro dos estádios, em contato direto com os torcedores e com os acontecimentos que cercaram o Mundial.

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Ao lado de Rennan Bragança, El Barba, Gol do Rayo e Vitor ZZ, Tylty criou o Projeto 104, iniciativa pensada para acompanhar as 104 partidas da competição. A operação se espalhou pelas 16 cidades-sede dos Estados Unidos, Canadá e México, com profissionais distribuídos em diferentes pontos do torneio e uma central de produção trabalhando diretamente do Brasil.

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A proposta era ocupar um espaço menos explorado nas redes sociais: mostrar não apenas o que acontecia dentro de campo, mas tudo o que envolvia a experiência de uma Copa do Mundo.

Uma cobertura feita de dentro do Mundial

Em um ambiente digital no qual milhares de pessoas publicavam opiniões sobre os mesmos jogos, o grupo buscou uma alternativa para se diferenciar. A estratégia foi transformar a presença nos estádios em uma vantagem competitiva.

Arquibancadas, ruas, viagens, deslocamentos e encontros com torcedores passaram a servir como matéria-prima para os conteúdos. A equipe não acompanhava apenas o placar ou os principais lances, mas também as reações do público, os personagens encontrados pelo caminho e as situações espontâneas que surgiam durante a competição.

A lógica era simples: comentários sobre uma partida poderiam ser produzidos por qualquer pessoa com acesso à transmissão. As imagens captadas de dentro do torneio, porém, eram mais difíceis de reproduzir.

Esse posicionamento permitiu que o projeto apresentasse ao público um recorte mais próximo da experiência vivida por quem esteve presente no Mundial.

Projeto 104 se dividiu pelos campos

Por trás do clima descontraído apresentado nos vídeos, havia uma estrutura profissional de produção.

A equipe se dividiu pelas cidades-sede para acompanhar jogos, torcedores e bastidores do evento. Enquanto parte do grupo realizava as gravações nos estádios e nas ruas, os profissionais que estavam no Brasil participavam do processo de edição, publicação e distribuição dos conteúdos.

A estrutura permitia que situações registradas durante as partidas fossem rapidamente transformadas em vídeos para as redes sociais. Mais do que estar presente, era necessário produzir conteúdos capazes de aproveitar a repercussão de cada acontecimento enquanto o assunto ainda estava em alta.

O projeto recebeu o investimento de Lucas Tylty e o valor foi direcionado para deslocamentos, ingressos, hospedagens, profissionais e toda a logística necessária para acompanhar um torneio realizado em três países.

Estádios, torcedores e viagens viraram conteúdo

A cobertura foi construída a partir de elementos que normalmente aparecem apenas de forma secundária nas transmissões tradicionais.

Os vídeos mostravam a atmosfera das arquibancadas, as viagens entre as cidades, as conversas com torcedores e os acontecimentos que cercavam cada partida. Em vez de apresentar somente um resumo esportivo, o grupo transformava o ambiente da Copa em entretenimento para as redes sociais.

Veja também: Tiki-taka, base e identidade: os segredos da Espanha para dominar o futebol mundial

Em uma das ações, a equipe aproveitou a repercussão envolvendo Vozinha, goleiro de Cabo Verde, e levou a brincadeira para dentro do estádio. O conteúdo funcionava porque partia de um assunto que o público já conhecia, mas acrescentava uma imagem inédita à conversa.

A cobertura também registrou momentos mais delicados, como a saída emocionada de Neymar após a eliminação do Brasil para a Noruega. Essas situações reforçaram a proposta de estar próximo dos acontecimentos e acompanhar reações que nem sempre eram mostradas pelas câmeras oficiais.

Conteúdos foram planejados para continuar circulando

A presença nos estádios era apenas a primeira etapa do trabalho. Cada viagem, partida ou encontro precisava ser transformado em uma narrativa com potencial para continuar circulando nas plataformas.

A equipe explorou diferentes linguagens, incluindo humor, reações, bastidores e acontecimentos inesperados. O objetivo era encontrar histórias que fossem compreendidas mesmo por quem não tivesse assistido à partida completa.

Essa estratégia ajudou a ampliar o alcance da cobertura para além do público interessado apenas em análises esportivas. Os vídeos também dialogavam com usuários atraídos por entretenimento, comportamento de torcedores e situações curiosas envolvendo o Mundial.

Com uma operação distribuída entre a América do Norte e o Brasil, o projeto conseguiu acompanhar os temas mais comentados da competição e produzir conteúdos em ritmo constante.

Final da Copa gerou 52 milhões de visualizações em Reels

A decisão do Mundial representou um dos pontos mais altos da cobertura. De acordo com os números divulgados por Lucas Tylty, os conteúdos publicados em formato Reels durante a final somaram aproximadamente 52 milhões de visualizações.

Entre os vídeos apresentados pelo criador, uma publicação alcançou 16,3 milhões de visualizações. Outros conteúdos relacionados à decisão registraram números de 4,5 milhões, 3,1 milhões, 2,7 milhões e 2,6 milhões.

O desempenho mostrou a capacidade da equipe de aproveitar um dos momentos de maior atenção do calendário esportivo mundial. A combinação entre velocidade de publicação, presença no estádio e leitura das principais conversas nas redes sociais transformou a final em uma das etapas mais relevantes do projeto.

Mesmo depois do encerramento da partida, alguns vídeos continuaram acumulando visualizações, ampliando a vida útil da cobertura.

Operação terminou com alcance estimado em 1,7 bilhão

Entre 11 de junho e 20 de julho, o perfil de Lucas Tylty no Instagram teria acumulado 1.256.334.686 visualizações, segundo dados compartilhados pelo próprio criador.

No mesmo período, vídeos publicados com a hashtag associada ao seu nome registraram outras 452.496.994 visualizações. Mais de 107 mil publicações teriam utilizado a identificação.

Somados, os dois recortes aproximam o alcance total da cobertura de 1,7 bilhão de visualizações. Os números foram apresentados pelo próprio projeto e representam diferentes métricas das plataformas, não necessariamente usuários únicos.

Ainda assim, o desempenho evidencia a dimensão alcançada pela operação e a força de uma estratégia baseada em presença, agilidade e distribuição de conteúdo em larga escala.

Uma nova forma de disputar atenção no futebol

A cobertura de Lucas Tylty mostrou como grandes eventos esportivos também se tornaram disputas por atenção nas redes sociais.

Em vez de competir somente com análises, opiniões e comentários, o Projeto 104 apostou no acesso ao ambiente da Copa. A arquibancada se transformou em estúdio, os deslocamentos viraram pauta e os torcedores passaram a ocupar o centro das histórias.

O resultado foi uma cobertura que combinou entretenimento, bastidores e produção em tempo real. Com investimento elevado, uma equipe numerosa e presença nas cidades-sede, Lucas Tylty encerrou o Mundial com números expressivos e uma das operações digitais mais ambiciosas realizadas por um criador brasileiro durante a competição.

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