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“‘Lei Vini Jr” e regras contra a cera no Brasileirão são aprovadas pela CBF

"'Lei Vini Jr" e regras contra a cera no Brasileirão são aprovadas pela CBF "'Lei Vini Jr" e regras contra a cera no Brasileirão são aprovadas pela CBF
— Foto: Luciana Vermell / CBF

Os clubes, junto à CBF, aprovaram nesta segunda-feira (10) diversas mudanças que vão começar a valer a partir da 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. As novas regras passam a valer de maneira imediata, com exceção da regra sobre escanteio concedido por engano, que será aplicada apenas a partir de 2027. A reunião com os envolvidos ocorreu na sede da entidade, no Rio de Janeiro.

A grande maioria das mudanças já foi aplicada na Copa do Mundo deste ano, realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. Já outras duas são inéditas e começarão a ser aplicadas também a partir desta temporada em algumas ligas europeias. A Lei Vini Jr., que proíbe colocar a mão na boca durante discussões em campo, também foi acionada e entrará em vigor no Brasileirão.

No entanto, nem todos votaram a favor da medida. Um dos contrários foi o presidente do Vitória, Fábio Mota.

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“A Lei Vini Jr. causou um pouquinho mais de polêmica, discordância. É porque você parte do princípio de que todas as vezes que o atleta está colocando a mão na boca é para praticar um pretenso ato de racismo ou para uma ação que seja contra os princípios básicos. Eu entendo que não é dessa forma. Às vezes, colocar a mão na boca tem outro sentido, tem outra conversa que está sendo feita ali, até entre ele e o colega, que não tem nada a ver com agressão a um jogo de futebol”, disse o dirigente.

Além da primeira divisão masculina de futebol, as regras também serão aplicadas na Série B do Brasileirão, na Série A1 do Feminino e na Copa do Brasil.

Entenda as mudanças da CBF

8 segundos com a bola nas mãos do goleiro

Esta é uma das regras que já vigoravam. O árbitro inicia a contagem a partir dos últimos cinco segundos. O que muda é a punição.

Como era antes: Tiro livre indireto no local da infração.

Como passa a ser: Escanteio para a equipe adversária.

5 segundos para o arremesso lateral

Se o árbitro identificar que um jogador está retardando para pegar a bola ou que a equipe está trocando o cobrador para ganhar tempo, ele irá iniciar a contagem.

Punição: O arremesso passa para o adversário. Se, após a reversão, houver tentativa de impedir o rival de cobrar o lateral, o jogador será punido com cartão amarelo.

5 segundos para cobrança de tiro de meta

Diante de um atraso injustificável, o árbitro apita e inicia a contagem de cinco segundos.

Punição: Escanteio para o adversário. Se houver tentativa de impedir a cobrança desse escanteio, haverá punição com cartão amarelo.

10 segundos para um jogador substituído deixar o campo

O atleta deve sair pelo ponto mais próximo da linha lateral.

Punição: O substituto terá que aguardar um minuto para entrar.

Atendimento médico fora de campo

Quando um jogador cair ou se deitar, o árbitro irá perguntar a ele se precisa de atendimento médico dentro de campo, o que irá paralisar o jogo. Caso precise, ele terá que ficar um minuto do lado de fora no reinício da partida.

A regra não se aplica para casos evidentes de lesão grave, choque de cabeça, lesão por falta com contato punida com cartão, se for marcado pênalti e o lesionado for o batedor, quando dois jogadores do mesmo time colidirem ou quando um goleiro e um jogador de linha colidirem e precisarem de atendimento.

Lei Vini Jr.

Cobrir a boca em um momento de discussão ou para provocar um adversário será punido com cartão vermelho.

Observação: A expulsão não depende de o árbitro ouvir o que foi dito. O gesto, por si só, caracteriza a infração.

Revisão do VAR do segundo cartão amarelo

O segundo amarelo, que resulta em expulsão, será revisado pelo VAR quando for claramente equivocado.

Confirmado o erro, o cartão será cancelado e o atleta permanecerá em campo.

O primeiro cartão amarelo não será revisado.

Atendimento ao goleiro

Quando um goleiro precisar de atendimento médico, um jogador de linha irá cumprir um minuto fora do campo após o reinício da partida.

Quem escolhe: o técnico ou, na ausência dele, o capitão.

A contagem, em tempo corrido, começa no reinício do jogo após o atendimento.

O jogador retorna com a autorização do árbitro pela linha lateral, se a bola estiver rolando.

Esta regra não foi usada na Copa. Está em fase de teste pela IFAB e será usada também nesta temporada na Premier League, na Inglaterra, e na La Liga, na Espanha.

Somente o capitão fala

Quando o árbitro fizer um sinal de punhos cerrados cruzados acima da cabeça, apenas os capitães poderão se dirigir a ele. Os demais deverão permanecer afastados.

Se o capitão for o goleiro, a equipe indica outro jogador para exercer a função em campo.

Punição: Cartão amarelo para quem desrespeitar.

Regra própria da CBF, pensada para acabar com os bolinhos de jogadores em torno do árbitro a cada decisão.

Revisão pelo VAR de escanteio cedido por engano (apenas para 2027)

Ao contrário das demais regras, esta só valerá a partir do início da próxima temporada.

Aplicável nas situações em que a bola sair pela linha de fundo após um toque do time em ataque e o escanteio for marcado mesmo assim.

Corrigido o erro, o jogo é reiniciado em tiro de meta.

O escanteio será revertido apenas se a checagem do VAR não atrasar o reinício do jogo e o erro for claro/factual.

Não haverá revisão após a cobrança do escanteio.

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