O Botafogo associativo deu mais um passo na disputa jurídica envolvendo o controle da SAF do clube. Nesta quarta-feira, foi protocolada uma petição na 21ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) com o objetivo de derrubar a liminar que mantém John Textor à frente do futebol alvinegro.
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A movimentação busca suspender a decisão concedida em outubro do ano passado, que garante ao empresário norte-americano a continuidade na gestão da SAF até a resolução definitiva do caso.
Argumentos apontam risco financeiro na gestão
No documento apresentado à Justiça, os advogados do clube associativo levantam preocupações sobre a condução financeira da SAF. Entre os principais pontos, está o risco de novas operações de crédito e antecipações de receita que, segundo a petição, poderiam prejudicar o clube a longo prazo.
O texto sustenta que tais práticas poderiam estar sendo utilizadas para “mascarar a realidade financeira”, criando uma percepção de estabilidade que não corresponderia ao cenário real.
Decisão recente mantém cenário atual
A nova investida jurídica acontece um dia após a Justiça do Rio de Janeiro extinguir o processo que vinha sendo conduzido desde o ano passado. Com isso, ficou definido que o conflito será resolvido por meio de arbitragem.
Apesar da extinção, a decisão manteve válidas as medidas anteriores até o julgamento definitivo no Tribunal Arbitral. Na prática, isso significa que John Textor segue no comando da SAF do Botafogo até que haja uma definição final, que poderá confirmar ou alterar a atual gestão.
Contestação da manutenção da liminar
Na petição, o Botafogo associativo também questiona a manutenção dos efeitos da liminar mesmo após a extinção do processo sem julgamento de mérito. O argumento é de que, nesses casos, a legislação prevê a perda de eficácia de medidas cautelares anteriormente concedidas.
A defesa entende que a permanência da decisão não estaria alinhada ao que determina o Código de Processo Civil.
Divergência de interpretações nos bastidores
A decisão judicial mais recente foi interpretada de formas distintas pelas partes envolvidas. Internamente, a SAF do Botafogo considera o cenário positivo para a gestão de Textor e avalia que a pressão externa tende a diminuir no ambiente arbitral.
Por outro lado, o clube associativo também vê pontos favoráveis, especialmente pela manutenção de decisões que considera benéficas aos seus interesses.
Caso segue indefinido
Com o novo recurso apresentado, o impasse jurídico ganha mais um capítulo e segue sem solução imediata.
A definição sobre o futuro da SAF do Botafogo agora depende do andamento do processo no Tribunal Arbitral, que terá a palavra final sobre a permanência ou não de John Textor no comando do futebol do clube.
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