Após colocar em pauta temas como Fair Play financeiro e arbitragem, a CBF se prepara para discutir uma mudança estrutural importante no Brasileirão: a possível redução no número de clubes rebaixados e promovidos entre as Séries A e B.
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O assunto foi comunicado aos dirigentes da Série B em reunião realizada nesta quinta-feira.
A entidade avisou que o tema será oficialmente incluído na agenda de debates, abrindo caminho para uma reformulação que pode alterar o modelo em vigor há mais de duas décadas no futebol nacional.
Tema ganha força nos bastidores da CBF
A discussão sobre o número de rebaixados não é nova. Nos últimos anos, presidentes de clubes da Série A já haviam levantado a possibilidade de mudanças, inclusive em encontros realizados em março do ano passado, ainda sob a gestão de Ednaldo Rodrigues.
Agora, com Samir Xaud eleito presidente da CBF em maio do ano passado, a diretoria da entidade sinalizou que pretende aprofundar o debate. Dirigentes foram informados de que a CBF irá “entrar de cabeça” no tema, embora ainda não exista um cronograma definido para novas reuniões ou para uma eventual implementação.
Proposta prevê queda e acesso de três clubes
Entre as correntes que ganham apoio nos bastidores está a redução de quatro para três clubes rebaixados na Série A. A mudança teria efeito direto na Série B, que também passaria a promover apenas três equipes à elite.
Caso avance, a proposta representaria a maior alteração no sistema de acesso e descenso desde 2004, ano em que o Brasileirão passou a rebaixar quatro clubes pela primeira vez. O formato de pontos corridos foi implementado em 2003, quando apenas dois times caíram de divisão, enquanto a Série A passou a ter 20 clubes de forma definitiva em 2006.
Outros temas na pauta do Brasileirão:
Além da discussão sobre acessos e rebaixamentos, a CBF também pretende levar à mesa outras pautas sensíveis do futebol brasileiro. Uma delas é o uso de gramados sintéticos, tema que divide clubes, atletas e torcedores.
Outra questão em debate é o limite de jogadores estrangeiros por partida. Atualmente, os clubes podem relacionar até nove atletas de fora do país. Recentemente, surgiram manifestações defendendo a redução desse número, sob o argumento de que o alto contingente de estrangeiros pode prejudicar a formação e a valorização de jovens jogadores brasileiros.
As propostas ainda estão em fase inicial e não há previsão para decisões definitivas, mas a sinalização da CBF indica que mudanças estruturais no Brasileirão voltarão ao centro das discussões nos próximos meses.
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