O Flamengo apresentou oficialmente, na tarde desta quinta-feira, o técnico Leonardo Jardim como novo comandante da equipe principal.
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O anúncio ocorreu após o treino da manhã no Ninho do Urubu, que marcou a segunda atividade dirigida pelo treinador português desde sua chegada, na quarta-feira, para substituir Filipe Luís no cargo.
Em sua primeira entrevista como técnico rubro-negro, concedida ao canal oficial do clube, Jardim destacou o peso da instituição e explicou o que o motivou a aceitar o convite.
“Flamengo é um clube de dimensão mundial, está no topo dos melhores clubes do mundo. É uma grande motivação estar aqui e ser treinador da Nação. Quero continuar nas conquistas. O clube vive de títulos e resultados” — afirmou.
Mudança de planos e capítulo encerrado no Cruzeiro
Questionado sobre uma declaração dada anteriormente, quando ainda treinava o Cruzeiro, de que não comandaria outro clube no Brasil, Jardim reconheceu que foi “ingênuo” e “emotivo”. O treinador explicou que fatores pessoais e divergências internas contribuíram para o fim de sua passagem pela equipe mineira.
“Falei o que foi sentido. Me sentia bem em Belo Horizonte, acreditava num projeto a médio e longo prazo, mas a vida nos cria surpresas. Tive problemas na ordem familiar e pessoal que precisava resolver. Ao mesmo tempo, existiam dentro da estrutura algumas ideias diferentes do que eu acreditava. Por isso, o capítulo Cruzeiro se encerrou mais cedo. Fui emotivo e acabei tendo uma tirada infeliz. Agora, como treinador do Flamengo, esse capítulo passou e quero estar focado neste novo desafio” — declarou.
Camisa 12 e respeito ao DNA rubro-negro
Durante a apresentação, Leonardo Jardim recebeu uma camisa com o número 12 às costas, símbolo que representa a torcida como o “12º jogador” do Flamengo.
Sobre o estilo de jogo, o técnico, conhecido por trabalhos com equipes que exploram transições rápidas, afirmou que pretende respeitar as características do elenco e manter a identidade da equipe.
“O treinador tem suas ideias, mas a principal virtude é rentabilizar seus ativos. Tive trabalhos com jogadores de transição, mas aqui temos atletas de posse e também jogadores agressivos. O futebol não é só uma característica. Não vamos alterar o que já está formado. Minha mensagem já foi passada aos jogadores. Conheço bem o Flamengo, enfrentamos o mesmo campeonato no ano passado. Sei das qualidades e virtudes da equipe. O treinador não vai trocar o DNA do time, mas vai colocar seu cunho pessoal em algumas situações” — explicou.
Jardim também fez questão de elogiar o trabalho de Filipe Luís e destacou a boa relação que mantinha com o antecessor.
“Era um dos treinadores brasileiros com quem eu tinha uma boa relação, trocávamos ideias. Meu objetivo é dar continuidade ao trabalho e acrescentar minha visão, o que é normal em qualquer transição.”
Novo ciclo no Ninho do Urubu
Leonardo Jardim assume o Flamengo com a missão de manter o clube competitivo nas principais competições da temporada.
Com discurso focado em resultados e continuidade, o português inicia um novo ciclo no Ninho do Urubu cercado por expectativa e pela pressão natural de comandar um dos elencos mais fortes do futebol brasileiro.
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