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CBF quer endurecer punições e combater cultura de acusações de “roubo” no futebol brasileiro

Foto: reprodução

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pretende adotar medidas mais rigorosas para mudar um comportamento recorrente no futebol nacional: as acusações públicas de “roubo” contra a arbitragem. A ideia da entidade é aumentar a punição a jogadores, técnicos e dirigentes que utilizem esse tipo de discurso ao comentar decisões de jogo.

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O tema foi debatido recentemente em um encontro com representantes dos 40 clubes das Séries A e B, dentro das discussões sobre a criação de uma liga única no país. A intenção é que as novas diretrizes passem a ser aplicadas ainda nesta edição do Campeonato Brasileiro.

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Mudança de postura e foco na profissionalização

A CBF entende que o avanço estrutural da arbitragem precisa ser acompanhado por uma mudança de comportamento no ambiente do futebol. Nos últimos anos, a entidade tem investido em profissionalização e tecnologia, incluindo a implementação do VAR e estudos para adoção do impedimento semiautomático.

Nesse cenário, a avaliação é de que críticas podem existir, mas acusações de favorecimento intencional precisam ser tratadas com maior seriedade e responsabilidade.

Além disso, a entidade também quer árbitros mais firmes em campo, com maior controle disciplinar e menos tolerância a reclamações excessivas, visando dar mais fluidez às partidas.

STJD deve aplicar novas diretrizes

As mudanças devem ser operacionalizadas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que já discute a padronização das punições.

A proposta inclui uma espécie de “escala de gravidade” para as infrações:

  • Jogadores que acusarem arbitragem de premeditação podem ser punidos
  • Técnicos, por sua posição de liderança, podem receber sanções mais severas
  • Dirigentes, por estarem fora do campo e terem maior alcance institucional, podem sofrer punições ainda mais rígidas

A lógica é simples: quanto maior a responsabilidade e a distância do campo, maior deve ser a penalidade.

Base legal e revisão de interpretação

Atualmente, dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva são utilizados nesses casos:

  • Artigo 258: trata de condutas contrárias à ética esportiva
  • Artigo 243-F: aborda ofensas à honra relacionadas ao jogo

O STJD reconhece que, muitas vezes, termos como “roubo” acabam sendo tratados como expressão cultural do futebol, o que reduz a aplicação de punições mais duras. A nova diretriz busca justamente mudar essa interpretação.

Objetivo: melhorar o ambiente do jogo

Outro ponto em discussão é a agilidade nos processos disciplinares. A CBF quer que árbitros sejam mais rápidos no envio das súmulas, enquanto o STJD pretende acelerar julgamentos, reduzindo efeitos suspensivos e aumentando a efetividade das decisões.

A proposta geral é clara: elevar o nível do debate no futebol brasileiro, reduzir acusações infundadas e criar um ambiente mais profissional dentro e fora de campo.

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