Um grupo de 106 conselheiros do Vasco divulgou, na última segunda-feira (6), uma carta aberta em apoio ao presidente Pedrinho e em defesa da venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ao empresário Marcos Lamacchia. O Conselho Deliberativo do clube é composto por 300 membros, sendo 150 conselheiros natos — entre beneméritos e grandes beneméritos — e outros 150 eleitos.
No documento, os signatários afirmam que o Vasco atravessa “um dos períodos mais decisivos de sua história centenária” e classificam a possível entrada do novo investidor como uma oportunidade concreta para a reconstrução institucional e financeira do clube.
A carta é aberta com uma mensagem de união em torno do futuro cruz-maltino:
“O momento exige coragem para decidir, responsabilidade para conduzir e união para colocar o Club de Regatas Vasco da Gama acima de qualquer interesse individual.”
A informação foi divulgada inicialmente pelo portal Colina 1927 e surge em meio às discussões sobre o futuro da SAF vascaína e a possibilidade de um novo ciclo administrativo e esportivo no clube.
Conselheiros pedem transparência e responsabilidade no processo
Apesar do apoio à negociação com Marcos Lamacchia, os conselheiros destacam que o processo de venda da SAF deve seguir critérios rigorosos de legalidade, transparência, governança e proteção ao patrimônio do Vasco.
Segundo o grupo, qualquer decisão envolvendo o futuro do futebol vascaíno precisa ser conduzida de forma responsável e com ampla análise de todos os aspectos jurídicos, financeiros e institucionais envolvidos na operação.
Memorando de Entendimento é apenas a primeira etapa
Os signatários também lembram que a assinatura do Memorando de Entendimento (MoU) representa apenas o início das negociações entre as partes. O documento não garante a conclusão da venda e ainda será seguido por uma série de etapas de diligência, análises técnicas e discussões internas.
Somente após a conclusão desse processo é que uma proposta definitiva poderá ser apresentada aos associados do clube, que terão a palavra final em uma Assembleia Geral Extraordinária.
Grupo pede que divergências políticas não atrasem negociações
Na carta, os conselheiros defendem ainda que disputas políticas internas não sejam utilizadas para impedir ou retardar o andamento das tratativas antes que todos os documentos e detalhes da operação sejam apresentados e debatidos.
Para os apoiadores do movimento, o momento exige unidade e responsabilidade institucional, com o objetivo de permitir que o Vasco avalie, de maneira ampla e transparente, uma das decisões mais importantes de sua história recente: a definição do futuro da SAF e do modelo de gestão que conduzirá o clube nos próximos anos.
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