O Botafogo ainda não efetuou o pagamento da segunda parcela do acordo firmado com o Atlanta United pela contratação de Thiago Almada.
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Apesar do atraso, o clube carioca trabalha nos bastidores para evitar uma nova punição da Fifa, cenário que, neste momento, não é considerado iminente.
O vencimento da parcela estava inicialmente previsto para o dia 15 de março. No entanto, diante das dificuldades financeiras enfrentadas pela SAF alvinegra, houve uma reabertura de diálogo entre as partes. As conversas envolveram diretamente o empresário John Textor, que solicitou a extensão do prazo para regularização do pagamento.
Negociação direta evita acionamento imediato da Fifa
Segundo as informações do site GE, nos bastidores, a relação entre Botafogo, MLS e Atlanta United tem sido determinante para evitar medidas mais drásticas. Após reuniões recentes, Textor conseguiu alinhar um acordo verbal com o clube norte-americano, o que, por ora, impede que o caso seja levado à Fifa.
O procedimento padrão, em situações como essa, seria a notificação à entidade máxima do futebol, o que poderia resultar em um novo transfer ban — punição que impede o registro de novos jogadores. No entanto, o Atlanta United ainda não tomou essa iniciativa.
O diretor de gestão esportiva do Botafogo, Alessandro Brito, comentou o cenário e demonstrou confiança na condução do caso:
“O John que está resolvendo. Ele tem tido boas reuniões, não só com o Atlanta, mas pensando no futuro do Botafogo. Ele está bem otimista, é um apaixonado pelo clube. A parte administrativa está nas mãos dele, e temos confiança de que fará o melhor para o Botafogo” — afirmou.
Acordo milionário e risco de multa
O acordo firmado entre os clubes, que encerrou o transfer ban aplicado ao Botafogo no fim do ano passado, prevê o pagamento de 10 milhões de dólares à vista, além de outras quatro parcelas de 5 milhões de dólares.
A primeira quantia foi quitada após a entrada de um empréstimo que gerou atritos internos entre o clube associativo e a SAF. Já o não pagamento da segunda parcela dentro do prazo ativa uma cláusula contratual de multa.
Caso o Atlanta United decida acionar essa cláusula, o valor a ser pago pode ultrapassar o dobro do montante total restante, com exigência de quitação imediata.
Contexto financeiro influencia decisão do Atlanta
Internamente, o Atlanta United entende que o Botafogo atravessa um momento de instabilidade financeira, muito em função de divergências administrativas entre a SAF e o clube social. Esse cenário foi apresentado por John Textor durante as negociações recentes.
A postura mais cautelosa do clube norte-americano indica uma disposição para manter o diálogo aberto antes de recorrer a medidas formais junto à Fifa.
Situação segue em aberto
Apesar do alívio momentâneo, o Botafogo ainda precisa regularizar a pendência para evitar riscos futuros. A manutenção do acordo depende do cumprimento das obrigações financeiras nos próximos prazos.
Enquanto isso, a diretoria alvinegra segue trabalhando para equilibrar as contas e garantir estabilidade administrativa, em meio a um momento decisivo dentro e fora de campo.
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