O Botafogo deu um passo importante no processo de reestruturação financeira da sua SAF. O clube entrou com uma medida precautelar como parte da preparação para um pedido formal de recuperação judicial, com a defesa protocolando a solicitação na noite desta terça-feira. O caso corre em segredo de Justiça.
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Nesta quarta-feira, a SAF obteve decisão favorável do Juízo da 2ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, dando respaldo inicial ao movimento jurídico conduzido pela gestão.
Pedido inclui suspensão de voto de acionista majoritário
Em nota oficial, a SAF confirmou que deu entrada no pedido de recuperação judicial e incluiu na solicitação a suspensão temporária do direito de voto da Eagle Bidco, acionista majoritária que está sob intervenção judicial da administradora Cork Gully.
Segundo a diretoria liderada por John Textor, a empresa estaria utilizando sua posição para dificultar a entrada de novos aportes financeiros no clube.
Medida precautelar abre caminho para recuperação judicial
A medida precautelar funciona como uma etapa preliminar da recuperação judicial. Com ela, a SAF passa a ter um prazo de 60 dias para formalizar o pedido de RJ.
Na prática, o clube social — que detém participação minoritária — também precisa concordar com o processo, e nos bastidores há sinalização positiva do associativo para o avanço da recuperação.
Efeitos imediatos e proteção jurídica
Com a decisão, há um congelamento das negociações relacionadas a dívidas da SAF. Credores ficam impedidos de executar cobranças diretamente, que passam a ser concentradas no âmbito da recuperação judicial.
Além disso, medidas como penhoras, arrestos e outras formas de constrição de ativos ficam suspensas, garantindo proteção ao patrimônio e às receitas do clube.
Cláusulas de vencimento antecipado de dívidas e execução de garantias também deixam de ter efeito durante esse período.
Estrutura jurídica e impacto operacional
A defesa do Botafogo é conduzida pelos escritórios Salomão Advogados, Basílio Advogados e Fux Advogados. Nos bastidores, o movimento é tratado como uma tentativa de garantir a continuidade das operações do clube, preservando contratos com atletas, funcionários e fornecedores.
Por outro lado, dívidas já enquadradas em decisões anteriores — como transfer bans impostos por casos envolvendo Atlanta United e Ludogorets — não entram na proteção da recuperação judicial e seguem obrigando o clube a cumprir os pagamentos.
A mesma lógica vale para pendências com a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), que permanecem fora do processo de renegociação.
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