Nesta sexta-feira (31), após muita pressão de quase todos os lados, principalmente da UEFA, que afirmou que poderia boicotar os torneios organizados pela Fifa, a entidade desistiu do projeto de criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma empresa para administrar os direitos comerciais da Copa do Mundo e vendê-los a investidores privados. A própria Fifa emitiu um comunicado nas redes sociais.
“Após ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões que, independentemente do nível de apoio, já não servem ao objetivo inicialmente proposto. Nosso objetivo sempre foi — e sempre será — unir e melhorar. Consequentemente, esta proposta não prosseguirá”, diz o comunicado da Fifa.
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E não ficou somente nisso. A Fifa pretende realizar reuniões nos próximos dias para se explicar e encontrar outras formas de seguir promovendo o futebol pelo mundo. A ideia da empresa causou estranheza até mesmo em pessoas de dentro da entidade, e foram mais de uma semana de debates, agora encerrados.
“Olhando para o futuro, minha intenção é reunir todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, num espírito de interesse comum pelo nosso esporte e com o objetivo de continuar a desenvolver o futebol em todos os lugares, particularmente naqueles países que mais precisam do nosso apoio”, concluiu a nota da Fifa.
Segundo informações do jornal americano New York Post, os investidores da FFE haviam desistido e que “o acordo estava encerrado”. Os valores que seriam negociados por eles chegariam a US$ 20 bilhões, o equivalente a R$ 102,6 bilhões, e a empresa poderia negociar até 20% de participação com investidores privados para captar US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 21,5 bilhões).
Confira a nota inteira da Fifa:
“O projeto FIFA Forward Enterprise visava criar uma base para fortalecer ainda mais as Associações Membro da FIFA e o nosso esporte em todo o mundo, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário. Além disso — como dissemos desde o início —, a intenção era avançar apenas com o apoio da maioria das Associações Membro da FIFA e sempre mediante um processo de consulta com elas, com o Conselho da FIFA, com as Confederações e com as demais partes interessadas.
Após ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto gerou divisões de tal natureza que, independentemente do nível de apoio, já não servem aos interesses do objetivo inicialmente estabelecido.
Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e melhorar.
Consequentemente, esta proposta não seguirá adiante.
Daqui para a frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, movidos pelo interesse comum no nosso esporte e com o objetivo de continuar promovendo o crescimento do futebol em toda parte, particularmente nos países que mais necessitam do nosso apoio.”
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