A Argentina virou um jogo maravilhoso diante da Inglaterra, carimbou vaga na final da Copa do Mundo e segue viva na busca pelo tetracampeonato. Além da virada, porém, ficou marcado de forma negativa o jeito como os ingleses se fecharam e aceitaram a pressão do time de Messi e companhia.
Gordon abriu o placar aos 10 minutos do segundo tempo e, na sequência, a Inglaterra perdeu o controle das ações. A posse de bola diminuiu de forma drástica, enquanto a Argentina cresceu na partida e virou o confronto com gols de Enzo Fernández e Lautaro Martínez, ambos após assistências de Messi, uma delas com a perna direita.
De acordo com dados da OPTA, a Inglaterra teve apenas 12% de posse de bola entre os 55 minutos, quando Gordon marcou, e os 92 minutos de jogo. Nesse período, a Argentina dominou completamente as ações e ficou com a bola em 88% do tempo. Em finalizações, foram 13 dos argentinos contra apenas quatro dos ingleses. A diferença também apareceu na troca de passes: 339 da Argentina contra 127 da Inglaterra. Uma disparidade enorme nos números, apesar da vitória por apenas 2 a 1.
Inglaterra de Tuchel sem arrependimentos
Thomas Tuchel vem sendo bastante criticado pela imprensa inglesa pela forma como montou a equipe após o gol de Gordon, recuando o time e chamando a Argentina para o seu campo. Mesmo assim, o treinador afirmou que não se arrepende da estratégia.
“Sem arrependimentos, pelo menos por enquanto. Estivemos muito perto, merecíamos estar vencendo por 1 a 0. Fizemos uma das nossas melhores partidas até ali, talvez a nossa melhor partida”, disse o técnico ao fim do jogo.
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