Os arredores do Estádio Couto Pereira foram tomados por faixas de protesto nesta semana, escancarando a crise de confiança entre parte da torcida e a atual gestão do Coritiba.
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As imagens rapidamente circularam nas redes sociais e refletem a insatisfação com o planejamento do clube para a temporada de retorno à elite do futebol brasileiro.
O principal alvo das críticas não é o desempenho dentro de campo, mas a condução administrativa. As manifestações foram direcionadas à SAF administrada pela Treecorp Investimentos e também a dois nomes centrais da gestão: o head esportivo William Thomas e o CEO Lucas de Paula.
Até o momento, o clube não se pronunciou oficialmente sobre os protestos.
Mercado de transferências gera frustração na torcida
Grande parte da insatisfação se concentra na diferença entre o discurso adotado pela diretoria e as ações no mercado de transferências. Apesar de o clube ter fechado a primeira janela do ano com 15 contratações, o volume de reforços não se traduziu em nomes de grande impacto esportivo.
A contratação mais destacada foi a do atacante Breno Lopes, considerada a mais cara da história do clube. Mesmo assim, muitos torcedores consideram que o investimento foi insuficiente para fortalecer o elenco visando a disputa do Campeonato Brasileiro.
A política adotada pela diretoria priorizou as chamadas “oportunidades de mercado”, com atletas livres no mercado ou chegando por empréstimo. A estratégia, no entanto, não empolgou a torcida. Frases como “SAF de mendigo” e “Treecorp incompetente” foram exibidas em faixas espalhadas nas proximidades do estádio.
Falta de centroavante é uma das principais críticas
Entre as críticas mais recorrentes está a ausência de um centroavante de ofício com histórico consolidado na primeira divisão. Atualmente, o técnico Fernando Seabra tem improvisado o atacante Pedro Rocha na função, além de utilizar o jovem Enzo Vagner, filho do ex-atacante Vagner Love.
Outra opção para o setor ofensivo seria Rodrigo Rodrigues, mas o jogador segue em recuperação no departamento médico após sofrer uma grave lesão no joelho.
Declaração do CEO volta à tona
O tom das manifestações também resgata declarações feitas pela atual gestão no passado recente. Uma fala do CEO Lucas de Paula, concedida em novembro do ano passado durante a comemoração do título da Série B, voltou a circular nas redes e foi reproduzida em tom de ironia nas faixas exibidas pelos torcedores.
Na ocasião, o dirigente afirmou que pretendia transformar novamente o Couto Pereira em uma fortaleza para o Coritiba, dificultando a vida de grandes clubes do país.
A frase acabou se tornando símbolo da frustração atual da torcida, especialmente após o início irregular da equipe no Brasileirão.
Início irregular no Brasileirão aumenta pressão
Dentro de campo, o desempenho inicial também contribui para o clima de cobrança. Nas duas primeiras partidas como mandante na atual edição da Série A, o Coritiba acabou derrotado por Bragantino e São Paulo.
Após quatro rodadas, o clube soma quatro pontos e ocupa a 12ª posição na tabela do campeonato, cenário que aumenta a pressão sobre a diretoria e a estrutura da SAF neste início de temporada.
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