Carlo Ancelotti está com boas dúvidas na Seleção do Brasil, e tudo graças à grande exibição, principalmente do time considerado reserva diante do Panamá, no último domingo (31), no Maracanã. A goleada por 6 a 2 mostrou que alguns jogadores pedem passagem no time titular, entre eles Igor Thiago e o volante Danilo Santos. Rayan corre por fora na disputa de posição com Luiz Henrique.
Marcaram os gols Vinicius Jr., Casemiro, Rayan, Igor Thiago, Lucas Paquetá e Danilo Santos. No primeiro tempo, o Brasil começou com tudo, e a estrela do Real Madrid, Vini, fez o gol inicial com um chutaço de fora da área. Só que o time mostrou alguns problemas, principalmente para furar o sistema defensivo do Panamá. Com isso, levou o empate em cobrança de falta e depois ainda viu um adversário frágil conseguir equilibrar algumas ações.
O volante Casemiro fez o segundo gol e amenizou tudo ainda no primeiro tempo. Na etapa final, após as mudanças, ficou somente Léo Pereira, já que Marquinhos e Gabriel Magalhães ainda estão em viagem, pois fizeram a final da Champions no sábado. Igor Thiago, não muito conhecido dos brasileiros, mostrou resiliência e muito poder de pressionar a marcação adversária, algo que Ancelotti e o futebol mais recente cobram demais. Isso gerou o gol de Rayan após erro defensivo do Panamá. Depois, o próprio atacante sofreu uma penalidade máxima e converteu, em jogada de explosão e velocidade. Diante de um Raphinha que não funcionou como falso 9, Ancelotti ganha aqui uma primeira opção.

É necessário observar que Raphinha também pressiona a marcação e tem boa finalização, mas não segura a bola como Igor Thiago e não faz pivôs. Já Rayan tem a velocidade como fator principal e o bom arremate. No entanto, disputa posição com Luiz Henrique, que dribla muito e tem maior capacidade de decisão contra times que vão marcar melhor. Ainda assim, o embate pela ponta direita está em aberto.
Lucas Paquetá mostrou ser mais confiável que Matheus Cunha e rende mais jogo aos seus companheiros, distribuindo passes e também aparecendo para finalizar. É justamente o que faltava para Ancelotti. Embora tenha feito grande temporada no United, na seleção o atacante ainda deixa a desejar e vê um concorrente direto por vaga. Por fim, Danilo Santos novamente entra em pauta. Muito ágil com a bola, é essencial para criar jogadas e excelente no quesito ofensivo, mas não é um primor na marcação. Para jogos diante de adversários como Panamá, Egito, próximo amistoso, e os duelos da fase inicial da Copa, pode ser uma surpresa.
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No gol, Alisson ainda parece sem ritmo de jogo, afinal retorna de lesão, enquanto Ederson encerrou a temporada sendo criticado na Turquia. Somado a Weverton, não é um trio de goleiros totalmente confiável, mas tudo pode mudar. Embora os gols do Panamá tenham saído em um desvio e em uma finalização de fora da área, com mérito para Harvey.
Ancelotti ainda terá mais opções no ataque do Brasil
Ainda chegam para o Brasil Gabriel Martinelli e Neymar. Opções não faltam. Chama atenção também uma certa teimosia com o esquema 4-2-4. Em determinados confrontos, pode deixar o Brasil vulnerável contra um meio de campo. Hoje, ele é composto por Bruno Guimarães e Casemiro.
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