Espanha e Argentina medem forças neste domingo (19), às 16h (de Brasília), na grande final da Copa do Mundo. A decisão será disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, e colocará frente a frente as duas atuais campeãs continentais.
Espanóis chegam à final com uma série invicta de 37 partidas e a melhor defesa do torneio, enquanto argentinos buscam o bicampeonato consecutivo lideradosa por Lionel Messi
De um lado, uma seleção espanhola que atravessa uma das melhores fases de sua história e chega à decisão sustentada pela estabilidade coletiva. Do outro, uma Argentina acostumada aos grandes momentos, atual campeã mundial e novamente conduzida por Lionel Messi.
Além do título, a partida representa o encontro entre duas maneiras distintas de competir. A Espanha aposta no controle da bola, na organização posicional e na continuidade de um trabalho consolidado. A Argentina se apoia na capacidade de adaptação, na força emocional e no talento de um elenco que aprendeu a sobreviver aos momentos mais delicados.
Espanha chega invicta e com a melhor defesa da Copa
A Espanha disputará a segunda final de Copa do Mundo de sua história vivendo uma sequência de 37 jogos sem perder. A campanha até a decisão também é marcada pela consistência defensiva: a equipe sofreu apenas um gol em sete partidas, nas quartas de final contra a Bélgica.
A seleção espanhola ainda não esteve atrás no placar durante esta edição do Mundial. Mesmo diante dos adversários mais fortes, conseguiu controlar os jogos por meio da posse de bola, da pressão após a perda e de longas sequências de passes.
O entrosamento entre os jogadores é uma das principais virtudes da equipe. Em diversos momentos, a Espanha consegue manter a bola por vários minutos, movimentando o adversário até encontrar espaços para acelerar. Essa superioridade coletiva ficou evidente na semifinal, quando eliminou a França com uma atuação dominante.
Base titular deve ser mantida na decisão
A Espanha não costuma fazer mistério em relação à escalação. A tendência é que o técnico mantenha na final a mesma base utilizada nas quartas e nas semifinais.
A principal alteração consolidada durante o mata-mata aconteceu no meio-campo. Fabián Ruiz ganhou a vaga que pertencia a Pedri e deve continuar entre os titulares. Nos demais setores, o desempenho apresentado ao longo da competição não oferece motivos para mudanças significativas.
A continuidade também reforça a principal característica da equipe: jogadores que conhecem perfeitamente seus movimentos, ocupam os espaços de maneira coordenada e raramente perdem a organização, mesmo quando pressionados.
Argentina busca o segundo título mundial consecutivo
A Argentina chega à sua segunda final consecutiva de Copa do Mundo. Aproximadamente dois terços do elenco estiveram na campanha do título conquistado no Catar, em 2022, fator que proporciona experiência e confiança para enfrentar mais uma decisão.
A equipe venceu os sete jogos disputados nesta edição, embora tenha encontrado dificuldades durante o mata-mata. Nas últimas três partidas, precisou buscar viradas dramáticas contra Egito, Suíça e Inglaterra.
Os triunfos reforçaram uma característica que acompanha a seleção argentina nos últimos anos: a capacidade de competir até o último minuto. Mesmo quando não consegue controlar completamente as partidas, a equipe mantém a confiança e encontra soluções por meio do talento individual, da força coletiva e das alterações realizadas durante os jogos.
Messi lidera novamente a seleção argentina
A principal referência da Argentina continua sendo Lionel Messi. Maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 21 gols, o camisa 10 chega a mais uma final como o jogador em torno do qual a equipe se organiza.
O próprio Lionel Scaloni já reconheceu que a seleção adapta seu funcionamento às características de Messi. A movimentação dos meio-campistas, a aproximação dos atacantes e a ocupação dos corredores são pensadas para oferecer liberdade ao capitão nos metros finais do campo.
Aos companheiros, cabe compensar os espaços, aumentar a intensidade sem a bola e criar condições para que Messi possa decidir. A fórmula não é nova, mas permanece eficiente.
Scaloni pode promover mudanças no meio-campo
Ao contrário da Espanha, a Argentina variou a escalação e o sistema tático ao longo da Copa do Mundo. Scaloni utilizou diferentes formações conforme as características dos adversários e o desenvolvimento das partidas.
As últimas viradas também contaram com participação decisiva dos jogadores que começaram no banco de reservas, especialmente Lautaro Martínez. A profundidade do elenco se tornou uma das armas argentinas durante o mata-mata.
Para a final, a principal tendência é o retorno de Rodrigo De Paul ao time titular. O meio-campista pode ocupar a vaga de Giuliano Simeone, dando à Argentina mais intensidade, combatividade e experiência no setor central.
A escolha também pode estar relacionada à necessidade de enfrentar a circulação de bola espanhola. A Argentina precisará encontrar o equilíbrio entre pressionar a saída adversária e proteger os espaços que podem surgir às costas de seus meio-campistas.
Seleções voltam a se enfrentar em uma Copa após 60 anos
Espanha e Argentina não se enfrentam em uma Copa do Mundo há 60 anos. O único encontro oficial entre as seleções aconteceu na fase de grupos do Mundial de 1966, quando os argentinos venceram por 2 a 1.
O retrospecto geral também reúne 13 amistosos. Considerando todas as partidas, a Espanha possui uma pequena vantagem, com seis vitórias, contra cinco da Argentina, além de dois empates.
O último encontro aconteceu em março de 2018, em Madri. Na ocasião, a Espanha venceu por 6 a 1, com três gols de Isco. A partida, porém, oferece poucas referências para a decisão deste domingo.
Lionel Messi não entrou em campo naquele amistoso, e poucos jogadores que participaram da goleada permanecem atualmente nas duas seleções. Desde então, ambos os países passaram por mudanças profundas e conquistaram os principais títulos disponíveis.
Finalíssima cancelada adiou o encontro entre as campeãs continentais
Atuais campeãs continentais, Argentina e Espanha deveriam ter se enfrentado três meses antes da Copa, pela Finalíssima. A partida estava inicialmente prevista para acontecer no Catar, mas acabou suspensa em razão da guerra entre Estados Unidos e Irã.
As confederações responsáveis não chegaram a um acordo para encontrar uma nova data, e o confronto terminou cancelado.
O reencontro, portanto, acontecerá no maior palco possível. Em vez de uma partida entre as campeãs continentais, espanhóis e argentinos decidirão diretamente o título mundial.
A Espanha tenta transformar sua superioridade coletiva e sua longa invencibilidade no segundo título de sua história. A Argentina busca confirmar a força de uma geração campeã e conquistar duas Copas do Mundo consecutivas.
Em Nova Jersey, duas das seleções mais consistentes do futebol internacional disputarão não apenas uma taça, mas também o direito de definir esta era.
Odds da partida:
Vitória da Espanha: 2.36 na SuperBet
Empate: 2.95 na SuperBet
Vitória da Argentina: 3.55 na SuperBet
Escalações:
Provável Espanha: Unai Simón; Pedro Porro, Laporte, Cubarsí e Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo; Lamine Yamal, Álex Baena e Mikel Oyarzabal.
Provável Argentina: Dibu Martínez; Molina, Romero, Lisandro Martínez e Tagliafico; Paredes, De Paul, Enzo Fernández e Mac Allister; Lionel Messi e Julián Alvarez.
Onde assistir:
O confronto entre Argentina e Espanha terá transmissão ao vivo de Globo, Sportv, Cazé TV, NSports e SBT.
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