A morte de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete, ganhou repercussão global nesta sexta-feira (17).
O ex-jogador brasileiro, conhecido como “Mão Santa”, faleceu aos 68 anos, em São Paulo, vítima de uma parada cardiorrespiratória, e foi lembrado por veículos de diversos países como símbolo de talento, dedicação e lealdade ao esporte.
Europa relembra brilho e impacto nas quadras
Na Espanha, onde atuou nos anos finais da carreira, jornais destacaram a importância de Oscar no cenário europeu. O diário As ressaltou o privilégio de vê-lo jogar no continente e recordou sua participação em uma das finais mais marcantes do basquete europeu, a decisão da Copa Saporta de 1989.
Já o Marca enfatizou o papel decisivo do brasileiro com a seleção, especialmente na histórica conquista do ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, quando o Brasil derrotou os Estados Unidos em pleno território norte-americano. O Mundo Deportivo definiu o ex-jogador como um símbolo de “dedicação, talento e lealdade às cores de sua bandeira”.
Itália exalta números e domínio nas quadras
Na Itália, país onde viveu o auge da carreira por mais de uma década, os elogios foram ainda mais enfáticos. O jornal La Gazzetta dello Sport destacou o impacto de Oscar no basquete local, classificando-o como “imparável” durante sua passagem por clubes como Juvecaserta e Pavia.
A publicação também relembrou seus números impressionantes: quase 14 mil pontos marcados no campeonato italiano, marca que o coloca entre os maiores pontuadores da história da liga, reforçando sua relevância no cenário europeu.
Reconhecimento nos Estados Unidos e ligação com Kobe Bryant
Mesmo sem ter atuado na NBA, Oscar também foi lembrado pela imprensa americana. O Washington Post destacou a devoção do brasileiro à seleção nacional e relembrou que ele foi inspiração para uma das maiores estrelas da liga: Kobe Bryant.
Durante sua infância na Itália, Kobe acompanhou de perto a trajetória de Oscar e o tinha como uma de suas referências no basquete.
Legado olímpico e números impressionantes
Na França, o L’Équipe destacou a longevidade e consistência do brasileiro em Jogos Olímpicos. Oscar disputou cinco edições consecutivas, entre 1980 e 1996, com atuações históricas, como os 55 pontos anotados contra a Espanha em Seul-1988.
Além disso, foi lembrado por sua inclusão no Hall da Fama do basquete, tanto pela FIBA quanto pelo Naismith Memorial, consolidando seu nome entre os maiores da história do esporte.
Vida além das quadras também lembrada
Em Portugal, o jornal Record ressaltou também a trajetória de Oscar fora do basquete. Após encerrar a carreira, ele teve uma breve passagem pela vida pública, ocupando cargo na área de esportes na cidade de São Paulo e chegando a disputar uma eleição para o Senado.
Um ídolo eterno
As homenagens ao redor do mundo refletem o tamanho do legado deixado por Oscar Schmidt. Mais do que números impressionantes, ele foi reconhecido internacionalmente por sua postura, sua fidelidade à seleção brasileira e sua capacidade única de marcar pontos.
A despedida do “Mão Santa” marca o fim de uma era, mas seu impacto no basquete seguirá vivo por gerações.
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